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Primeira viagem internacional antes dos 30 #convidadanomapa

 

 

Creio que todas as pessoas deveriam viajar sozinhas, e esse pensamento nem sempre fez parte de mim. 
E por que mudei de ideia? Porque é um momento único que você mergulha para dentro de si, como uma injeção de auto conhecimento, que conselho de amigo, filme baseado em fatos reais ou livro de auto ajuda (na minha opinião) não conseguirão trazer.

Ano passado coloquei uma meta a mim mesma: viajar para fora do país antes dos meus trinta anos. Hoje chamo isso de "desculpa do meu inconsciente" para eu me aventurar na vida e rapidamente. Afinal, o trintão tá batendo na porta.


Eu não sabia onde, nem quando e nem com quem iria. E a vida e o destino foram moldando essa faísca de sonho.
Minhas raízes aguçaram a ideia de conhecer a Itália e a geografia favoreceu para dar um pulinho em Paris. 
Definido os destinos, alguns outros pontos importantes foram se mostrando: Não teria ninguém tão próximo a mim que tiraria férias em maio, então não havia outra cia além de mim mesma. Além do detalhe de não falar outro idioma que não seja o português.
Claro que esses pontos citados acima foram responsáveis por medo e insegurança durante todo o planejamento da viagem.
Mas o sonho teve que seguir. As passagens foram compradas, o dinheiro poupado e o roteiro, carinhosamente, desenhado. E dez meses depois, eu embarquei na minha primeira viagem internacional.

Entre pontos turísticos e loja de souvenirs aconteceram muitas coisas, mas o melhor foi conhecer gente! Muita gente!! E Deus (sim, eu atribuo todas as coisas boas que aconteceram neste período a Ele, mesmo porque me senti MUITO mais próxima a Ele - não sei se pelo momento ou pela quantidade de igrejas que entrei e rezei..haha) me presenteou com pessoas belíssimas, por fora e principalmente por dentro.


Cada sorriso, cada informação passada, cada experiência trocada, cada sonho contado. Cada pessoa que se doou por alguns minutos a mais para repetir a frase dita e não compreendida imediatamente, cada pessoa que tirou uma foto minha quando ja tinha me cansado das selfies (teve gente que se ofereceu espontaneamente para isso), cada um que disse "Brasil? Uau!" ao descobrir minha nacionalidade (nosso verde e amarelo é muito querido), cada história de vida nova e diferente que descobri com alguns minutos de conversa. Para TODAS essas pessoas queria escrever uma carta, quem sabe um bilhete para dizer a importância delas nesta minha experiência. Como isso não era possível, dei o melhor que podia para o momento: meu sorriso e meu agradecimento (Grazie mille ou Merci beaucoup) com todo meu coração e de boca cheia. 

Cada conversa que tive em outro idioma, mesmo sem eu saber outro idioma, foi uma vitória, uma sensação realmente mágica! 
Lembro-me da americana e israelense em dos hostels - me desculpei muitas vezes por falar errado e recorrer ao google tradutor (my best friend, como eu o apelidei) e elas diziam algo como "não tem o que se desculpar!", e percebi depois de um tempo que realmente não havia mesmo!
E quando os italianos passavam informações em inglês e eu dizia "per favore, in italiano", eu pensava "Caraca, nem precisa ser em português? Tá pedindo pra falarem em italiano com você? Cê tá metida hein, filha!".


As surpresas quando tentava um "portunhol" e descobria que o outro lado sabia português era sempre recebida com uma festa: levantava as mãos pro céu e dizia: "Grazie, Dio" ao melhor estilo italiano, só faltando beijar o rosto da pessoa!haha.

Agradeci TANTO ao meu corpo. Nossa, beijei muito meus pés. Foram horas e horas de andanças diárias! E acariciei minhas costas, a mochila ia enchendo de tranqueiras ao longo do dia. Ah, e sem dúvida, mimei demais meu estômago (não precisa de explicação..haha).
Agradeci a minha mochila, ao meu tênis e ao meu celular (sim, eu falo com objetos) por toda jornada juntos.

Tudo isso e mais um pouco foram momentos tão importantes e libertadores para mim que não há outra forma de encaixar esta viagem na minha vida a não ser como "a melhor experiencia até aqui"! E certamente ficará nesta altura do pódio por bastante tempo, porque os ensinamentos que ela me trouxe irão perdurar.

Hoje, me amo MUITO mais do que há quinze dias. Não troco a minha própria companhia pela de ninguém. E respeito muito mais minhas opiniões do que antes. 

À você que leu até aqui este singelo e resumidissimo relato, obrigada, pois relutei muito para expor este momento tão importante da minha vida.


E se me permite um conselho: Reserve uns dias para olhar pra você, cuidar de você, para se amar! Sério, não importa se serão três, cinco ou quinze dias. Nao importa se vai ser na Grécia ou no Litoral Paulista, apenas faça esse carinho em você. Será uma experiência incrivel!!

Para finalizar, preciso definir esta viagem com uma frase e ao melhor estilo romano, escolho: VENI, VIDI, VICI!!!

 

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