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Everest Base Camp - Nepal #convidadanomapa

1/11

 

 

Quando saí do trabalho para tirar um ano sabático viajando, um colega de trabalho disse que ia me acompanhar pelo instagram e comentou animado “qualquer dia a gente vai te ver lá no Everest!". Eu achei muito bizarra essa conversa porque era de conhecimento geral que eu era meio molenga. Não molenga do tipo que não faz nada, eu já gostava de trekkings e yoga, mas sinceramente, nunca me animei diante de grandes desafios físicos, competições e nem mesmo de neve. Eu NUNCA pensei em ir até o Everest. Respondi “não delira, você vai é morrer de inveja quando eu estiver boiando numa praia paradisíaca."

E foi boiando numa praia que conheci um outro casal que também estava num ano sabático e começamos a trocar informações sobre nossas viagens. Eles estavam completamente apaixonados pelo Nepal e insistiram que a gente tinha que fazer a trilha para o Campo Base do Everest. Pela primeira vez alguém me explicou como era o trekking, que não era o tempo todo na neve, que não era tão difícil, que com meu preparo físico  (que eles acharam que era bom não sei por que, já que nunca tinham me visto e desconheciam meu histórico de nunca ter usado uma academia na vida) seria fácil. O Nepal estava no roteiro. O Everest definitivamente não. Mas naquela marola eles plantaram uma sementinha e uma pequena vontade bateu. Claro que eu fui seduzida pelo papo deles de que era fácil, e se eles acreditavam que eu estava preparada por que eu duvidaria, não é mesmo?

O tempo passou de praia em praia, de montanha em montanha, o Everest foi um pouco esquecido e durante um outro trekking, meses depois, conheci um alemão que falou do Everest com o mesmo entusiasmo. Já que passei três dias caminhando ao seu lado, quando ele disse que eu não apenas conseguiria como poderia perfeitamente fazer sem guia, acreditei e fui.

 

Fui para conhecer as montanhas, que é o que amo. Para caminhar nas diferentes paisagens que eles me descreveram, conhecer os sherpas, um povo simpático e sorridente que vive por lá e para viver uma experiência completamente nova e inesperada. Para ser sincera, eu estava morta de medo, não sabia se eu aguentava e tive dúvidas se não estava tentando provar alguma coisa que eu nem sabia o quê para o universo. Mas se eu nunca tive esse sonho de conhecer o Everest, se eu definitivamente nunca subiria até o cume, nada disso importava quando dei os primeiros passos nos Himalaias. Eu me dediquei somente a viver aqueles momentos com a maior intensidade.

 

Tive alguns dias para preparar tudo o que tinha que levar, contratar um guia – porque achei melhor não pecar pelo excesso de confiança alheio – avisar a família que ficou apavorada (afinal eles sim conheciam meu pouco preparo físico) e seguir ladeira acima.

Fui tranquila, mas aos poucos me deixei levar pelo entusiasmo geral dos trilheiros que na sua grande maioria estavam realizando um sonho de vida. Não foi a moleza que todo mundo me falou, mas foi muito, muito distante do calvário que eu achei que seria. É um trekking realmente acessível para todos. Até uma senhora de 72 anos fez o trekking na mesma semana que eu!

 

Como tudo na vida e principalmente porque há riscos envolvidos, o ideal é buscar bastante informação sobre o trekking para garantir que tudo corra bem: melhor época; quais as trilhas existentes; o que precisa ser levado, especialmente as roupas específicas e alguns equipamentos; seguro que deve incluir resgate de helicóptero; sintomas de mal de altitude e como agir para evita-lo, reconhece-lo e se necessário, o momento de desistir. Li muito e conversei com muita gente antes de ir, mas achei difícil concentrar tudo o que descobri e aplicar. Por conta disso fiz um passo a passo do Everest no meu blog com tudo que é necessário e o que funcionou para mim. Quis mostrar que esse trekking é para todas as pessoas, até para molengas como eu. Fico feliz que tem ajudado bastante gente.

No fim das contas eu não apenas sobrevivi ao trekking como também voltei com um sentimento de realização físico e mental que não me lembro de ter sentido em outro momento da vida. Foi incrível! Voltei feliz, com uns quilos a menos, muito mais forte e confiante.

 

Agora quando me olham abismados e dizem “você foi até o Everest!” eu respondo que não apenas fui como ainda virou um dos pontos altos da minha viagem e da minha vida.

Para mim essas mudanças malucas que nos acontecem sem aviso prévio é o que valem a pena em cada viagem. Mesmo depois de viajar muito, de ter tirado um sabático e ter passado tanto tempo na estrada, ainda existem coisas capazes de nos surpreender e tirar o fôlego. Vá lá que você vai ver também!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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